11 de março de 2012

indústria - comércio - académico

Localização: Estr. União E Indústria, 3320-3954 - Petrópolis - RJ, Brasil
Após o convite da UFF em ministrar uma palestra sobre acabamento em geral, o que me ocorreu foi chamar para parceiros os próprios fornecedores. Em primeira análise cheguei à conclusão do seguinte: as estruturas dos fornecedores estão bem capacitadas para vendes produtos, é fácil conseguir algumas imagens dos departamentos de marketing mas, conseguir a verdade sobre a criação dos produtos, os valores da criação aí complica tudo. Enfim, aos poucos vai chegando informação que, aos poucos também vou fazendo questões que vão sendo respondidas...

16 de janeiro de 2012

Geometrias Curvas - Hélice ou Hélix

O que é uma hélice?

A Hélice matematicamente é uma curva tridimensional no espaço caracterizada por uma linha tangente em qualquer ponto a essa linha ter sempre um ângulo constante que podemos ver em molas e escadas.
mspc.eng.br - hélice ou hélix

Se em vez de uma linha tivermos um plano?

Caso, em vez de uma linha tenhamos uma superfície plana estaremos falando de uma Helicoide
 
Uma reta vertical V executa um movimento de rotação uniforme em torno do eixo vertical Z. Portanto, a superfície gerada é um cilindro de raio a e centro Z. Um ponto P que se move com velocidade constante ao longo dessa reta descreve a curva.
mspc.eng.br - helicoide

É uma superfície gerada pela curva hélice: cada ponto da helicóide está sobre em uma hélice, por sua vez, contida na helicóide.
Está presente na estrutura do DNA onde encontramos várias Hélices interligadas.


dna - dupla hélice

Mas, o mais importante (no que irei investigar) será essa forma no deslocamento do vento – térmicas – que vão ter direcções diferentes se acima ou abaixo do equador.
Será que conseguiremos transpor isso para a arquitectura? Transpor os movimentos fluidos do vento à escala urbana envolvendo o homem sem que este perca o seu referencial - ortogonal (!!)

11 de dezembro de 2011

Edifícios "XXL" - Espiral 1

UP Tower Transformation - WE Designs - Perspectiva do Edifício.
A primeira análise seria a presença do edifício na malha urbana. No caso parece-me bastante "tradicional" com muita ortogonalidade (similar aos edificios circundantes) que depois se solta e num "jeitão" organico/espiral sobe.
UP Tower Transformation - We Designs - Secção


Muito interessante é diferenciação entre base com áreas públicas ou semi-publicas e à medida que se sobe partimos para graus de privacidade mais fechados.
UP Tower Transformation - We Designs - Tipologias
O conceito de circulação/estrutura parece bastante amadurecido. Consigo antever uma boa iluminação e uma boa ventilação.
UP Tower Transformation - We Designs - Sistema de Drenagem e "Continuo Verde"
A ultima parte do projecto parece-me a mais importante. É "encarado de frente" a questão da drenagem de água e sua utilização e re-utilização sendo que, não foi específico se a mesma respeita o continuo da "malha verde" do edifício onde poderíamos também tirar partido energético da sua queda.

UP Tower no Evolo.
We Designs.

10 de dezembro de 2011

Edifícios "XXL" - Iluminação 1

Um dos desafios interessantes da arquitetura são os edifícios de "Grande Escala".

As questões de engenharia são as primeiras a surgir, falamos de construção mas, não basta edificar pois o edifício tem que ser habitavel e aí tem duas questões que considero fundamentais:

  • luz
  • ventilação

Torre de TV-Radio pelos arquitetos Ahmet Unveren e Seckin Maden vai ser localizada na grander Camlica Hill – Istanbul.
Em boa verdade, no edifício acima, sinto cuidado na solução mas, me parece que o ser humano fica meio perdido dentro.


22 de novembro de 2011

Estruturas - Secção Variavel

O que me tem prendido o foco tem sido imaginar um sistema mono-bloco ou único que seria a estrutura de um edifício que se molda conforme as suas solicitações.
 

O processo seria sobretudo passivo, a reação seria natural.

Sentem no sofá violeta e, continuem lendo....

Hoje as soluções mais conhecidas são de metal, betão (concreto) armado, madeira e fibras .

À partida podemos reconhecer que funcionam muito bem se os esforços colocados na estrutura forem aqueles que foram estudados previamente.

Hoje o conhecimento de geometria e forças permite que o desenho dos objetos estruturais tenham um comportamento muito bem definido e eficaz.

Os estudos são bem objetivos e consistentes naquilo que é a ação/reação do material/geometria/forças.

Agora, o desafio será obter um sistema estrutural que adequa sua geometria às forças variáveis (ok, temos algo assim como as superfícies de tensão mínima) que muda a sua forma e densidade conforme a necessidade, conforme sua capacidade de resistência.

Concordamos que um elemento que vai trabalhar sobretudo à flexão (ex. viga) a forma da sua secção vai ser determinante para a sua resistencia, soluções mistas como betão e ferro funcionam muito bem pois na área onde vai haver compressão temos o betão, onde vai existir tracção temos o ferro.

O que acontece se se inverterem as forças no sistema? o ferro até resistirá bem à compressão mas, o betão não vai resistir à tracção... não vamos nem falar se o ambiente mudar muito - tipo incêndio....

Se pensarmos um pouco sobre.... o ideal será um núcleo resistente à compressão e em volta uma camada de material resistente à tracção com papel activo, ou seja, um sistema preparado para reagir a algo que venha de todo o lado "sem ângulos mortos".

Gosto de pensar em uma combinação perfeita com dois materiais, um externo e um interno, que se complementam. No meu imaginário tenho uma parte externa (tipo tecido) que dilata e contrai conforme a necessidade. Acho até interessante entender/dotar essa pele com "inteligência" ou seja as várias fibras dela dilatariam ou contrairiam formando uma secção diferente na estrutura conforme a reacção necessária (ver materiais inteligentes) as fibras que estou propondo seriam tipo kevlar® (ver artigo kevlar)

O material interior teria que ser algo tipo terra ou pequenos grãos...ricos em uma substancia tipo Teflon...o Teflon é o que vai manter a consistência do material pois ele vai ser comprimido para resistir aos esforços e vai ser descomprimido ou reorganizado para mudar de forma e consequente geometria da estrutura. Esse interior perfeitamente solicito com o material externo vai ser essencial e no meu conceito ele vai ter de ser diferente para a estrutura poder crescer.

Em conceito então vamos ter um...tubo...fibroso, maleável e "auto-moldável", esse tubo para pertencer a uma rede mais complexa que vai formar a estrutura propriamente dita vamos então visualizar uma malha que irá envolver a nossa construção sugiro para este conceito uma geometria geodésica essa geometria mostra-se interessante pois permite o consume de material mínimo para maior volume interno... dominada a geometria da estrutura temos que entender o seu crescimento e também que para permitir variações volumétricas dentro da estrutura o material contido (neste momento terra + teflon) ele tem que poder se movimentar em velocidades e quantidades variáveis, tem que se manter sempre pronto para modificar sua forma e não pode agredir a pele externa.